23 de novembro de 1981 - Libertadores da América
Inicialmente comandado pelo treinador Claudio Coutinho, o time parecia jogar por mágica. Mesmo com uma maratona de jogos, atuava sempre com muita disposição, e sempre querendo vencer. Chegou a final da Libertadores dirigido por Paulo Cesar Carpeggiani, invicto, tendo ganho seis jogos e empatado quatro. Seu adversário, o Cobreloa do Chile, chegava a final da mesma forma invicto e com campanha igual a do Flamengo
No primeiro jogo no Maracanã o Flamengo repetiu suas grandes atuações e venceu o adversário por 2 x 1. Na partida de volta o Flamengo jogava pelo empate, porem, a forte marcação e a violência apresentada pelo time chileno, com destaque para a agressão com uma pedrada do zagueiro Mario Sotto no jogador Adílio, não permitiram ao Flamengo apresentar seu melhor futebol. O Flamengo conseguiu manter o resultado de 0 x 0 até os 39 minutos do segundo tempo, quando o time chileno marcou seu gol obrigando a um terceiro jogo. Uma decisão em campo neutro. E o Estádio Centenário no Uruguai foi o local escolhido.
Chegava a hora da decisão. O Flamengo com mais uma atuação de gala e tendo Zico em uma de suas noites especiais, sagrou-se pela primeira vez Campeão da Libertadores, com direito a vingança sobre o zagueiro Mario Sotto.
27 de novembro de 1981 - Morre Claudio Coutinho
Um dos simbolos da campanha vitoriosa do Flamengo em 1981, Claudio Coutinho morre no Rio de Janeiro, dois dias antes do início da final do Campeonato Carioca, que o Flamengo decidiria com o Vasco. No ano da consagração de boa parte de seu trabalho, Coutinho estava em férias no Rio de Janeiro, antes de ingressar no futebol árabe. Exímio mergulhador, no dia praticava um de seus hobbies, a pesca submarina nasIlhas Cagarras, arquipélago próximo a Praia de Ipanema, quando morreu afogado, aos 42 anos.
29 de novembro de 1981 - Começa a decisão do Carioca
O Flamengo chegou a final por ter conquistado o primeiro e o terceiro turno do campeonato e o Vasco por ter conquistado o segundo turno. O regulamento previa que ao Flamengo bastava um empate, vantagem conquistada por ter conquistado os dois turnos. O Vasco para ser o Campeão precisava vencer o rubro-negro três vezes.
Ainda sob o impacto da morte de Coutinho dois dias antes, que apesar de afastado da equipe havia iniciado o trabalho que agora começava a render frutos e tinha uma relação muito próxima com todos os jogadores e o próprio clube, o Flamengo não rendeu o que se esperava e permitiu ao Vasco uma vitória por 2 x 0, com dois gols de Roberto Dinamite, obrigando a segunda partida.
6 de dezembro de 1981 - A final do Carioca
Durante a semana o Vasco havia obtido a segunda vitória sobre o Flamengo. Num jogo marcado por fortes chuvas e campo alagado. Mais uma vez Roberto Dinamite foi decisivo e marcou o gol da vitória a poucos minutos do fim, quando a torcida do Flamengo já comemorava o título.
O terceiro jogo teve emoção de sobra, o Vasco havia acabado com a vantagem do Flamengo e uma simples vitória lhe daria o título, ao Flamengo nem o empate servia mais, pois levaria o jogo para a prorrogação. O Flamengo começou arrasador e logo abriu 2 x 0, deixando claro seu favoritismo, porem o Vasco pressionou no final, marcando seu gol e equilibrando as ações. O jogo foi interrompido a poucos minutos do final, por causa da invasão do campo de um torcedor, provocando muita confusão. O Flamengo manteve o resultado e conquistava o vigésimo primeiro Campeonato Carioca.
13 de dezembro de 1981 - Campeão Mundial
Com as duas conquistas em sequência o Flamengo partiu para o Japão para buscar sua maior glória. Diante de 62 mil pessoas, o Rubro-Negro deu um baile nos favoritos ingleses do Liverpool, e com mais um show de Zico, fez 3x0 ainda no primeiro tempo. Os memoráveis gols foram marcados por Nunes, aos 13', Adílio aos 34', e novamente pelo artilheiro das decisões, Nunes, aos 41'. No segundo tempo, bastou administrar o resultado e comemorar a conquista.
Numa época em que os ídolos se mantinham por muito mais tempo nos times, fixavam sua imagem junto aos torcedores, ficavam marcados pelo amor à camisa e a relação com o clube, o Flamengo marcou na sua história esses craques, que em nenhum momento se negaram a participar de nenhuma competição, por mais difícil e desgastante que fosse, um exemplo que não se vê nos dias de hoje.
Goleiro: Raul - Lateral-Direito: Leandro - Zagueiro: Marinho - Zagueiro: Mozer - Lateral-Esquerdo: Júnior - Volante: Adílio - Volante: Andrade - Meia: Zico - Ponta de Lança: Tita - Ponta de Lança: Lico - Centroavante: Nunes
Técnico: Paulo César Carpeggiani
Reservas: Cantarelli, Figueiredo, Peu, Anselmo, Nei Dias e Baroninho.
Reservas: Cantarelli, Figueiredo, Peu, Anselmo, Nei Dias e Baroninho.
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